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PARA A AMIGA MAIS QUE AMIGA… PRESENTE DE DEUS…

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VERDADES “CARPINEJANTES”


Se amor fosse por afinidades, estaríamos resolvidos.

Se amor fosse por semelhanças, estaríamos tranquilos.

Se amor fosse por amizade, estaríamos calmos.

Mas amor não é feito de razão, não é uma decisão, não é uma escolha consciente.

Amor é um tormento, um redemoinho de pássaros, uma inquietação espantosa.

Não há como estabelecer: vou amá-lo, vou amá-la, apesar de ser a pessoa ideal para estar conosco.

As pessoas ideais jamais são amadas. Elas são desejadas, mas não amadas. Elas são admiradas, mas não amadas.

Não há como se convencer de que se gosta de alguém, infelizmente, assim seria mais fácil.

Ama-se quem a gente menos espera, quem mais nos surpreende, quem mais nos irrita, quem mais nos desafia.

O amor é do contra, o amor é oposição, o amor é uma insegurança atenta.

Amor é a primeira vista ou não é amor – paga-se com a vida antecipadamente. Não é parcelado, não é um costume agradável.

O amor não vem com o tempo, fecha o tempo.

Pode se apaixonar, pode ter arrebatamentos, atração, gana de ficar, mas amor mesmo é fulminante desde o início e sempre.

Não é uma negociação, não é uma definição pelo melhor. É uma imposição química, emocional, seja como for.

Amor não é dote, não é indicação de pais e amigos, não é perfil equilibrado. É um erro inspirado. Aquele que erra ao amar acerta o amor.

Por isso, é tão difícil amar. Por isso, é tão difícil deixar de amar.

Amor não é caminhar na chuva, é ser sorteado pelo relâmpago.

Talvez encontre alguém que adore conversar, adore transar, adore estar junto, mas não significa que amará. Os dias felizes serão agradáveis, os dias tristes serão agradáveis, mas não será suficiente. Faltará aquela intensidade explosiva.

Com o amor, talvez brigue na hora de conversar, na hora de transar, na hora de estar junto, só que se enxergará inteiro como nunca, porque tudo faz sentido na falta de sentido, tudo é o dobro de ardor. Os dias felizes serão os mais felizes, os dias tristes serão os mais tristes. Não terá a mornidão, a neutralidade, o purgatório.

Amor é extremo: céu ou inferno. O jogo da amarelinha é feito de pedras, não de flores.

Amor é contundência implacável, não é adiamento e concordâncias.

Ou você acredita no amor ou confia no amor. São duas posturas distintas.

Quem acredita no amor não ama, tem vontade de amar, faz uma volta ao mundo para se convencer que está amando, é capaz de fingir ou mentir para si que está amando. No fundo, sabe que está sozinho, que vive racionalmente, que tem o domínio da situação, que tem condições de sair da relação a qualquer momento e não sofrerá absolutamente nada. Acreditar no amor é forçar o amor. Inventar o amor. Forjar o amor.

Já confiar no amor é quando não temos mais controle sobre o próprio sentimento: a mera possibilidade de uma separação é devastação. Confiar no amor é aceitar o amor. Obedecer ao amor. Sofrer com o amor.

Quem acredita no amor vive se explicando. Quem confia não precisa nem de explicação: o amor é uma realidade incontornável.

___ texto perfeito de Fabrício Carpinejar ____

“A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande”.
Roger Bussy-Rabutin

“A ausência apaga as pequenas paixões e fortalece as grandes”.
François La Rochefoucauld

“O amor não é senão o desejo; e assim, o desejo é o princípio original de que todas as nossas paixões decorrem, como os riachos da sua origem; por isso, sempre que o desejo de um objecto se acende nos nossos corações, pomo-nos a persegui-lo e a procurá-lo e somos levados a mil desordens”.
Miguel de Cervantes

“Uma paixão tão completamente centrada em si recusa o resto do mundo tal como a água límpida e calma filtra todas as matérias estranhas”.
Virginia Woolf

“A duração das nossas paixões depende tão pouco de nós como a duração da nossa vida”.
François La Rochefoucauld

“O amor tem uma consciência louca do futuro, de fazer passado com o futuro. A paixão vive fora do tempo. O amor vive no tempo porque deixa rastros. Paixão se esquece, e amor nem enterrando acaba”.
Fabrício Carpinejar

“Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós”.
Paulo Coelho

“O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça – que se chama paixão”.
Clarice Lispector

“A paixão destrói mais preconceitos do que a filosofia”.
Denis Diderot

“A paixão cheia de inocência é quase tão frágil como qualquer outra”.
Marguerite Yourcenar

“Quando alguém se apaixona pensa em tudo, menos no que esta pensando”.
Sofocleto

“Gastei todas as minhas mentiras na paixão. Gastei todas as minhas verdades no amor. O que sobrou sou eu”.
Fabrício Carpinejar

O VERBO BORBOLETEAR

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EU BORBOLETEIO
TU BORBOLETEIAS
ELE BORBOLETEIA
NÓS BORBOLETEAMOS
VÓS BORBOLETEAIS
ELES BORBOLETEIAM
E TODOS SÃO LIVRES

Thais Samara de Castro Bezerra

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MÚSICA É COMO POEMINHAS
SENTIMENTOS EM LETRINHAS
EMOÇÕES EM MELODIAS

Thais Samara de Castro Bezerra

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

” Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:

— Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

— Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. “

(Fabrício Carpinejar)

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E COMO NÃO CHORAR? COMO NÃO DESEJAR TER MAIS E MAIS TEMPO OS SEUS PAIS EM SEUS BRAÇOS? DEUS FOI DE UMA SENSIBILIDADE ENORME AO CRIAR OS PAIS, MAS COMO ENTENDER QUE UM DIA DEUS PERMITE QUE ELES JÁ NÃO EXISTAM MAIS? É DESOLADOR… EU, COM MEU AVÔ “À BEIRA DA MORTE” NUMA UTI (QUERIA QUE DEUS NÃO QUISESSE ISSO), TENDO CUIDADO TANTAS VEZES DELE, É ASSIM QUE ME SINTO: DESOLADA… DE TAL MODO QUE JÁ DUVIDO QUE ELE ESCUTE O QUE ANTES EU DIZIA ENQUANTO ELE AINDA ESTAVA NA ENFERMARIA: “ESTOU AQUI, VÔ”. MAS, AINDA ASSIM, NO LEITO DA UTI, EU DISSE… PORQUE OS OUVIDOS DELE PODEM NÃO ESTAR FUNCIONANDO, MAS O CORAÇÃO, SIM…

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Somos donos de nossos atos,
mas não donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos; 
Podemos prometer atos, 
mas não podemos prometer sentimentos…
Atos são pássaros engaiolados, 
sentimentos são pássaros em vôo.

Mario Quintana

É verdade… Quantos nos prometem atos? Milhões… E então existem os que não cumprem e os que cumprem… Mas prometer sentimentos é coisa para poucos… É coisa para os que os sentem na alma, e não apenas no coração… E as coisas da alma é que são certezas… Mas quantos, hoje em dia, sabem ser almas, não é mesmo? Divergem, desviam, desencantam, somem, distraem-se com coisas passageiras, são impacientes, não querem consertar, conversar, olhar, sentir… observar… Mas, apesar de tudo, felizes os que continuam sendo almas… Porquanto não precisam prometer, já são…

PSYQUÉ

Psiquê reanimada pelo Cupido (escultura de Antonio Canova)

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IMAGEM BONITA…

PALAVRA MAIS AINDA…

PRA SONHAR

UMA MÚSICA GOSTOSA DE SE OUVIR…

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