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PERDER-SE

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Eis que ouço:
“Perder-se é caminho…”
Ora, quantos caminhos, existirão para perder-se?
Há perdições que não têm caminhos Nem de ída, nem de volta… Simplesmente surgem!
Como delas escapar?
Como deixar de não querer escapar? Há que se esperar, dizem.
Mas como se espera enquanto se tem que andar?
Por que andar?
E por que não esperar?
Ufa! Como cansa indagar!
No presente, no agora, no instante Resta-me pausar e pousar
Embora não sem se transformar.

A ARTE RESPONDE

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Aline Ferreira: uma professora e um talento.

 

A arte é união. É soma: de coisas, pessoas, momentos, sentidos, ideias, situações. E o interessante é que ela só aumenta a partir do momento em que se divide, por conseguinte, multiplica-se. A arte não é egoísta. E, equivocadamente, ela pode até ser. Mas será uma arte submissa. Nunca será uma arte liberta.

É lamentável ver que a arte esteja sendo corrompida, fragmentando-se entre o que é mais cômodo apenas para poucos e o que é julgado “menos relevante” para a maioria. Sim, pois foi isso que tive que aprender, mas com palavras mais duras de se ouvir: “Que muitos professores vão passar por suas vidas. Se acostumem”. Logo, seria “irrelevante” qualquer tipo de reinvindicação no sentido contrário, certo? Talvez. De todo modo, a constituição brasileira me assegura o direito de resposta, tendo em vista que fui constantemente atropelada por palavras orais.

O equívoco não está na verdade aparente da frase, mas sim na verdade inescrupulosamente escondida por trás daquela: não se tratava de uma professora a mais, se tratava de um talento. Não um talento a mais. Um talento que cativa e envolve. Mais: um talento amigo. Ainda mais: um talento que externaliza a pessoa que o sustenta. Fico a me perguntar quantos talentos permitem isso. Fico a questionar como se consegue perder um talento por tão pouco.

De início não encontrei resposta. Mas foi só refletir mais um pouco sobre meus 6 anos de estudos na área de cultura e sobre as palavras ouvidas e as não ouvidas, porém entendidas (como as expressões falam!), que cheguei a muitas respostas. No entanto, não é cabível colocar todas aqui, não porque cansaria o leitor (afinal, só ler tudo a quem a posse interessar), mas porque são tão mesquinhas que uma expressão apenas as resume: falta de vontade política. Não a política vergonhosa que se restringe puramente a eleitores e eleitos. Mas a política que passa, antes de tudo, pelo caráter do ser humano, em que se escolhe (e se estuda!) a melhor forma de gerir, organizar e atender aos anseios do povo.

Mesmo sabendo que nenhuma arte está destituída de pelo menos um aspecto político, desejo que o palco da arte não seja de lutas por poderes, mas de lutas democráticas, em que todos possam dialogar e participar de decisões as quais, de maneira ou outra, lhe afetarão, inclusive a maneira considerada irrelevante para uns, mas altamente relevante para a maioria. Sim, já me acostumei com passagens de professores na minha vida. Professores e talentos relevantes! Mas recuso a me acostumar com o fato do ser humano corromper sua própria inteligência e sensibilidade!

 

 

SEI QUE SINTO

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“De nada sei.
De tudo apenas sinto.
Se ausentes dos olhos meus,
Cá dentro forte estás.
Se meu olhar encontra o teu,
Tudo é paz no meu íntimo.
Não sei. Só sei que sinto”.

Samy Castro

A poesia

A poesia anda dissolvida
No ar, no chão, em mim
No passarinho sobrevoando…
Minha cabeça, meus olhos
Tudo acompanhando
Um batido de asas sem fim…
No pedalar que me lança
Apenas para frente
Para trás, apenas meu perfume
Fluindo num ar, agora, mais doce
Para trás, antigos costumes
O riso triste e o abraço não quente
Agora estou poetizada.

Thais Samara de Castro Bezerra

Só uma coisa…

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Só uma coisa deveria pesar diante de todos os pesares…
Só uma coisa deveria ser única diante de toda e qualquer singularidade…
Só uma coisa deveria bastar quando tudo o mais não mais bastasse…
Só uma coisa deveria clarear quando tudo estivesse cegando…
Só uma coisa deveria ser certa quando tudo parecer errado…
Só uma coisa deveria ser condição, meio e fim…
O amor.

Thaís Samara de Castro Bezerra

A profundeza de Khalil Gigran

Conheci Kahlil Gibran quando li a obra “A Cidade sob o Sol”, de Khaled Houssein, ao descobrir que esse autor se inspirou em poesias do poeta Kahlil Gibran. E desde então… me apaixonei… Pelas verdades… Pela leveza… Mas, sobretudo, pela profundeza…

OBS: A interpretação de Letícia Sabatela é algo que encanta demais…

TRISTE CARTA DE AMOR

Material do Museu de Areia-PB

Material do Museu de Areia-PB

Em tudo estás. Se eu durmo, sonho contigo a noite toda. E de tão real parecer, desperto procurando por ti. E é triste tal despertar, pois tu não estás ao lado, tuas mãos não estão agarradas às minhas, teus pés não estão entrelaçados aos meus, não escuto o teu ressonar, não vejo teus olhos acordar e me olhar. E, se eu não durmo, as madrugadas são para pensar em ti, revirando-me na cama até que o sono tenha piedade de mim e se achegue. São madrugadas que parecem nunca terem fim: contemplo lua e luar, conto estrelas, e com elas construo desenhos, volto para a cama e nela me revolto, me sufoco de tanto não ter você.

Por isso suplico a Deus que te arranque do meu coração. Não de mansinho. Mas de uma vez por todas, como quem, de repente, é tomado por um surto de amnésia. Peço a Deus que te tires da minha mente. Mas não apenas isso. Suplico a Deus para que te retires dos meus olhos, que em cada canto enxerga tua cor preferida e procura incessantemente por ti. Suplico a Deus que te retires da minha boca, que só sabe desejar a tua, que só sabe pronunciar teu nome. A Deus, suplico para que te retires dos meus ouvidos, que buscam, desesperados, pela sua voz. Suplico que Ele te arranque do meu ar, que tantas e tantas vezes me falta de tanto por ti suspirar. Ah… E como suplico a Deus para que te arranques da minha pele! Pele esta que teima em arder só em te imaginar.

Mas, sobretudo, suplico a Deus para que te desenraize do meu sorriso… Este sorriso que passeia de mãos dadas com o meu olhar, que por horas me transfere para um outro mundo. Este sorriso que me faz perder a parada correta do ônibus, que me faz errar as ruas e parar por instantes toda desorientada. Que Deus te arranques do meu sorriso que insiste em não se conter, em não se esvair, em não se enfraquecer. Ah… Eu rogo a Deus para que Ele aparta esse sorriso teu que impregna no meu, como breu; esse sorriso meu que vive sedento do teu!

Que Deus tenha piedade de mim e, de uma vez por todas, te aniquiles dos meus sonhos, coração, das minhas vontades, alma, pele e dos meus olhos! Que Deus tenha misericórdia e outro tipo de castigo me conceda, outro que não seja a tua ausência, a tua distância, o meu querer-te sem tu me querer. E assim nunca mais sofrer, nunca mais desejar, nunca mais ter fome e sede de ti. Nunca mais te recordar, nunca mais por ti, meus olhos em vão te procurar. Nunca mais sentir a dor dilacerante e cortante de te amar sem tu me amares.  Para só então não mais sentir moinhos que moem o que de bom ainda me resta, não mais arder em febre da falta de ti, não mais se abater com essa doença que é a cólera de amor, e não mais precisar curar-me com a droga do amor.

THAIS SAMARA DE CASTRO BEZERRA

29 DE JULHO DE 2014

PEQUENA ORAÇÃO

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SENHOR, NÃO PERMITA QUE NADA CEGUE A MINHA VISÃO,

O MEU CORAÇÃO, A MINHA MENTE.

LIVRA-ME DE TUDO QUE POSSA OFUSCAR OS TEUS PLANOS,

NÃO PARA A MINHA CARNE, MAS PARA O MEU ESPÍRITO, PARA A MINHA ALMA.

SEJA TU A LUZ DO MEU CAMINHO, NÃO APENAS PARA ILUMINÁ-LO,

MAS PARA ME AQUECER ENQUANTO EU O PERCORRO.

AMÉM.

Thais Samara de Castro Bezerra

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QUERO TE AMAR PELA BRECHINHA DO MEU OLHAR

CÍCLIOS CERRANDO TUA IMAGEM

INSTANTES PARA CONTEMPLAR

QUERO TE AMAR PELA FRESTA DA PORTA

QUE DEIXA A LUZ ENTRAR

E EM TEU CORPO SE COMPORTA

QUERO TE AMAR PELO SOM DO TEU RESPIRAR

TEU VENTRE NUM DESCER E SUBIR

TUDO O MEU CORAÇÃO ESCUTAR

QUERO TE AMAR SEM CESSAR

NOS DETALHES INUSITADOS

E EM TODOS ELES NOS ETERNIZAR

Thais Samara de Castro Bezerra

UM POEMA BELÍSSIMO DO GÊNIO

José Saramago e Pilar del Rio

APRENDAMOS AMOR, COM ESTES MONTES

Aprendamos, amor, com estes montes

Que, tão longe do mar, sabem o jeito

De banhar no azul dos horizontes

Façamos o que é certo e de direito:

Dos desejos ocultos outras fontes

E desçamos ao mar do nosso leito

 

JOSÉ SARAMAGO

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