Saber o que é correcto e não o fazer é falta de coragem. Confúcio



Jamais diga “Eu amo você” se você não tem certeza sobre tal sentimento, poucas coisas podem trazer conseqüências trágicas quanto essa, e poucas frases são difíceis de esquecer quanto essa. Evite ser contaminado pelos “modismos” viabilizados pelas estratégias da comunicação, onde frases sentimentais são escritas, ditas e disseminadas aleatoriamente, sem nexo e sem sentido real. Pare de querer entrar nessa moda e realizar gestos apenas porque todos assim os fazem. Pior: pare de dizer que amará para todo o sempre se você sabe que existe uma ínfima possibilidade de tudo se findar no amanhã. Se isso é ser cético? Não, isso é ser honesto consigo mesmo e com o coração alheio. Sim, porque caso não saibas, as pessoas têm um coração com alma, e uma alma ferida é a pior dor que se pode sentir. Portanto, pense sempre nos dois efeitos que um simples “Eu amo você” pode causar: enovelar ou romper um coração.

Evite sair abraçando, beijando, acariciando ou olhando em vão. Caso não saibas, esses gestos podem ser compreendidos de forma equivocada por quem os recebem, porque poderá entendê-los como contratos de uma relação, quando talvez essa não seja a sua intenção. Um abraço é uma mensagem, é uma palavra não dita, e pode sim ser um contrato, ainda que o seu cancelamento possa custar muito caro. Palavras podem ser duras, mas credite, são bem mais fáceis de esquecer do que os gestos serem esquecidos. Portanto, não abrace, não beije, não acaricie e não lance olhares sobre os quais você não poderá arcar com as conseqüências.

Em hipótese alguma interrompa a imaginação e os sonhos de uma criança. Do contrário, ela experimentaria a terrível e lamentável sensação de humilhação. E o pior: você correria o risco de se sentir um miserável por não ter uma mente tão brilhante como a dela. Não tire da criança o que ela tem de melhor: acreditar e ver o que é impossível aos olhos de um adulto. Se você quer sentir algo inexplicável, tenha sensibilidade e humildade bastante para acompanhar a imaginação de uma criança. Por algum momento sua racionalidade fará você sentir-se um bobo e perguntar-se: “Mas o que eu estou fazendo?”. Aliás, esse é o principal defeito dos adultos: querer tornar tudo passível de razão. Mas tão logo você perceberá a magia holística do momento e não perderá seu precioso tempo procurando explicações racionais diante dos olhos brilhantes da criança sonhadora. E então voltará a ser um “bobo”, mas um bobo por não conseguir dar nome à felicidade que estará sentindo.

Não seja covarde com o seu precioso tempo de vida. Faça o que realmente lhe dar maior prazer. Você só terá 100% de êxito naquilo que fizer com entusiasmo e disciplina, mas, acima de tudo, com amor. Tenha coragem suficiente para deixar de ser escravo das coisas que já não fazem mais sentido para você. Não perca tempo com coisas tão óbvias… Em seu tempo vital, busque aquilo que mais tira seu fôlego. Não gaste todo o seu tempo pensando e planejando o futuro. Por quê? Por um simples motivo: você não tem certeza se ele chegará! Portanto, é muito mais vantajoso investir no tempo presente, porque ele é o futuro mais próximo e concretizado o qual temos a certeza de estar alcançando. Aprenda de uma vez por todas que o tempo é relativo: quinze minutos podem ganhar uma intensidade eterna, e um ano pode não significar nada. Não atropele o tempo, mas também não o deixe passar com grandes vantagens… Mas, antes de qualquer coisa, não esqueça de que há tempo certo pra tudo. Difícil? Diria que mais difícil seria não pensar sobre tudo isso…

Autora: Thais Samara de Castro Bezerra

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