"Não existe um caminho para a felicidade". A felicidade é o caminho. Mahatma Gandh



Nunca havia pensado que ser feliz fosse uma questão de decisão. Eu pensava que a felicidade era algo que só seria alcançado no “quase fim” da vida. Eu via a felicidade como um resultado desejado, e não como um processo contínuo vivido. Mas finalmente descobri que ela pode ser uma decisão mais breve do que nunca.

Quando você decide ser feliz, você para de ficar esperando as coisas fazerem sentido, e simplesmente encontra-o. Felicidade é encontro, e não espera. Mas para perceber os encontros é necessário ter sensibilidade. Antes, é necessário decidir pelos encontros. Como disse Abraham Lincoln: “Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau de decisão de ser feliz”.

Decepções e tristezas são personagens que sempre estarão presentes no teatro da vida. Mas não devem ser, necessariamente, personagens centrais, ou pelo menos não deveriam ser. A presença da tristeza não deve ser um atestado de ausência da felicidade. Se você decide pela felicidade, você passa pela tristeza com graça e força.

Pessoas entram e saem de nossas vidas. Umas se aproximam, depois se afastam, e depois se aproximam novamente. Algumas somem para sempre. Essas situações tornam-se mais tensas quando essas pessoas são as que mais amamos. Daí a tristeza encontra terreno fértil. Entretanto, para a surpresa da maioria, isso ainda não deve ser um determinante para a não decisão pela felicidade.

Amar as pessoas é algo maravilhoso, é uma sensação única, mais que isso: é um privilégio. Mas nunca devemos fazer da pessoa amada a nossa razão única para se viver feliz. Do contrário, corre-se o risco de sofrer muito mais, tanto quem ama quanto quem é amado. Porque quando você coloca a responsabilidade da sua felicidade nas mãos de outra pessoa, ou permite que a pessoa deposite a felicidade dela em suas mãos, a relação será norteada por um amor prisioneiro, e não um amor libertário. É como oriente Shakeaspeare: “Jamais devemos acorrentar uma alma”.

Quando você decide pela sua própria felicidade, você se coloca como o principal responsável por ela. Você passa a ver a participação das pessoas como algo importante sim para seu estado de felicidade, mas não se constitui uma determinante para a mesma. Entenda que a sua felicidade, primeiramente, depende de você, e só secundariamente de outros fatores.

Quando eu decidi ser feliz, pela primeira vez descobri quem eu era de verdade e acreditei em mim. E só então desvendei o mistério da seguinte frase de Clarice Lispector: “Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não tem nome”. Assim, descobri o nome daquilo que eu queria: redescobrimento do meu “eu”. E só então entendi o fato da liberdade nunca ter me bastado. É como disse um amigo meu (PJ): “Liberdade sem aproveitamento não adianta”.

Decidir pela felicidade pode ser fácil ou difícil. Depende de como você vai encarar a decisão. Antes, contudo, saiba que decidir pela felicidade não é uma questão de procurá-la. Porque ela já está dentro de você, basta desejar senti-la. É questão de sentir. E ninguém pode fazer isso por você. É como Freud explica: “A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz”. Assim, decida ser feliz!

Autora: Thais Samara de Castro Bezerra

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