"São como sóis teus nos meus olhos guiando". Samara Castro

Como é imperiosa a tua chegada
Sublime como o pôr-do-sol
Quente como o arrebol
Que surge por entre nuvens enamoradas

São como sóis teus olhos em meus olhos guiando
Teus cílios disparam raios
Raios nos meus olhos inebriados
E o meneio de tuas pálpebras bombeia todo teu encanto

Tu estendes teus raios pela minha pele
Penetra-os em meu sangue como alimento fosse
Crepúsculo de mil sabores!
Sol poente que tanto o meu coração aquece

Essa tua luz que os meus olhos cultuam
Em mim, desperta o desejo de tocar o horizonte
De escalar o mais alto dos montes
Amo teus olhos de sóis que estes raios fulguram

Em tuas cores encontro o fogo sagrado
Porque não queima, mas aquece
Porque não arde, mas embevece
Assim encontro repouso em teu ocaso

Tu humilhas o verdadeiro sol poente
Porque és tu todo feito de sentimentos
Que em mim produz encantamentos
Estes refletidos repentinamente

Amo o pôr-do-sol que tu és
Porque dessa terra outra estrela não tenho
Porque essa tua luz não contenho
Amo porque os sonhos tu me revolves

Quando dormes, o sol se põe sobre tua face rosada
Juntos selamos o silêncio
Ternos e serenos
Alcançamos a paz tão sonhada

Outra visão que não seja a tua, meus olhos mancham
Mas os lavo com lágrimas de saudades tuas
E os seco com teus raios de ternura
Longe de mim, meu amor e meu coração te alcançam

Não te despeças de mim meu amado sol poente
Para onde olha a flor na ausência do astro eterno?
O prazer jamais será repleto!
Estarei sempre em busca do teu sol quente

Que teus olhos de sóis nunca errem o alvo dos olhos meus
Porque eu feneceria sem a visão do teu carmim
E que se assim acontecer, peço a quem o afastou de mim:
Que me conceda o retorno dos sóis dos olhos teus

Serás sempre o meu único radioso sol poente
O ocaso que meu coração aquecerá
O arrebol que meu caminho iluminará
Ainda que dos meus olhos teus olhos estiverem ausentes

Thais Samara de Castro Bezerra

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