E ele vem como um peso danoso

Arrasta-se lentamente pelos dias

Dias mais frios, secos e com pouca luz

Ele tira o ar dos pulmões e o extingue

Cores monocromáticas ele nos oferece

Traz sabores estranhos e amargos

As tortas não são mais desejadas

Os vinhos causam frustrações

Tudo faz sentir um terrível retrogosto

As músicas são desarmônicas

As ausências tornam-se mais presentes

O silêncio pode ser tocado

Os movimentos são em câmera lenta

Nos padece, fenece e exige uma longa prece

Amores de tipos mil tornam-se nefastos

Deixamos de ser os melhores motivos

E assim começa e termina o mês de agosto

Doando-nos tantos desgostos

Mas desejando os próximos gostos

 

Autora: Thais Samara de Castro Bezerra

Agosto de 2012

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