PARTIR


E que dia mais estranho para partir
A chuva que se faz cedo
O frio que se faz forte
Das cobertas que não se quer sair…

As coisas que não cabem na mala
Somente a saudade
Do coração fazendo calamidade
Apenas o silêncio fala…

As pessoas que antes partiram
Mas que em mim insistem em ficar
Aqueles que não se despediram
Porque os olhares permanecem
Um dado no tempo
Que tempo algum há de apagar…

Que dia mais estranho para partir
Quando o que mais se quer é ficar
Mas somente a vontade ainda não basta
Tudo precisa ser e estar por inteiro para coexistir…

Que dia mais estranho para partir
Antes de ir, já existe o desejo da volta
Agora tudo fica confuso
Mas a claridade há de ofuscar o mártir…

THAIS SAMARA DE CASTRO BEZERRA

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