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Ninguém sabe o que é exatamente

Parece um amor inconsolável

Algo fora do alcance da mente…

 

Mas ninguém entendia

Era de um fluido misterioso

Mansidão, euforia…

 

Quando fixo, arrasta a alma

Traga, indaga, naufraga

Quando cerrados, acalenta a áurea

 

São olhos para todos

Mas não o olhar

O olhar é para poucos

 

Não para os que apenas se refletem

Não para os que apenas admiram

Mas para os que nele se sentem

Fazem, desfazem e corroem-se…

 

Ah, olhos de ressaca… De convite!

Profundeza, calmaria, agitação

Que de tudo um pouco nos permite…

 

Thais Samara de Castro Bezerra

(26 de outubro de 2013)

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