20160302_110649

Definir-se é um perigo! Corre-se o risco do nosso tão conhecido “eu” dar-nos as costas, trazendo um sentimento terrível de abandono. Sim, nos sentimos abandonados pelo o que estávamos acostumados, pelo o que conhecíamos, pelo o que sentíamos. E, perdidos, nos perguntamos: “Por quê? Por que tem que ser assim? Por que comigo?”. Só desejamos voltar a ser o que sempre fomos, aquela pessoa definida, decidida, certa, sem grandes contradições, quero dizer.

E sentir tudo isso é péssimo. Logo, melhor nos entregarmos ao indefinido. Aceitar as nossas indefinições é muito libertador! Não ficamos limitados apenas ao conhecido. Ao contrário, desejamos nos jogar mesmo ao desconhecido que, tão logo, também será conhecido. Estar em paz com nossas indefinições é ampliar nossas capacidades, descobrir novas habilidades, olhares, sentimentos e gostos. E a vida é tão longa… quantas coisas temos a experimentar! Portanto, fujamos do grande perigo que é limitar-se ao que costumamos nos definir.

Samy Castro

Anúncios